Há alguns anos atrás, quando as noites eram longas e o dinheiro também, perdi meu carro.
Terminei um vôo, atravessei a passarela de Congonhas e voltei para casa - crente de que tinha ida de onibus trabalhar.
Dormi, acordei de novo, trabalhei mais um pouco e nada do carro. Não estava onde eu costumava parar e muito menos na garagem.
Dois dias depois comecei realmente a me preocupar. Mas dizer o que?
O carro, com uma trava interna enorme, era quase impossivel de ser roubado...
Olho para a chave. Toca o telefone.
- Oi Silvia. Eh o Almir. Seu carro está aqui no pátio e estão querendo guinchar. Não pode estacionar aqui não! Só nos finais de semana...
Hoje a façanha se repetiu...
Lá vou eu para o mercado de carro com o Rafael no bebê conforto ( cadeirinha só no carro do pai). Desço eu, desce o carrinho, desce a bolsa do Rafael, desce a minha bolsa.
Muitas compras. Rafael engatinhando pelo provador do Extra. Conversa animadissima com uma gestante levantando ambas, a bandeira pró parto normal.
Saio do mercado, ando umas 10 quadras. Cadê o carro?
Amanhã o marido vai buscar...